AMOR INFINITO

D. Inês de Castro e D. Pedro I




"O amor infinito de Pedro e Inês "

Neste romance de Luís Rosa não é só o tema que nos deleita, pela sua força inspiradora ao narrar uma das mais trágicas paixões que a nossa memória colectiva jamais esqueceu. É também a vibração da escrita de Luís Rosa que nos faz seguir página a página, numa leitura sem quebras, dando-nos o testemunho de um escritor que sabe contar como poucos. Luís Rosa tem esse dom de transmitir as emoções, dando-lhes uma força e comunicabilidade que dir-se-ia estabelecer uma relação de cumplicidade entre autor e leitor. È como se a história estivesse a ser revivida por quem escreve e quem lê. E tudo isto sem esquecer o rigor histórico posto na investigação dos personagens, do ambiente e sobretudo da intriga que culmina na tragédia que se abateu sobre o amor infinito de Pedro e Inês.

Luís Rosa

"Amavam-se à sombra dos pinhais, no areal das praias, sob o canto emparelhado das rolas, ou em cima de uma pele de urso ou javardo ouvindo o crepitar da lenha em lareira de Pedra".

Beijaram-se por todos os caminhos de mar e serra, ao vento que rugia nas velas dos moinhos e arrancava ao roçar as rodas do engenho uma melodia de desejo e alegria incontida.O povo que os via passar, Inês fugindo ao encontro do que desejava e Pedro perseguindo-a na ânsia de um gosto adivinhado, dizia: "Não há amor mais forte que o amor de homem incontido, nem amor mais belo que amor de mulher que lhe quer bem até ao fim do mundo".

Luís Rosa, O amor infinito de Pedro e Inês